quinta-feira, 20 de junho de 2013
O Gigante Acordou!
Demorô, mas acordou.
Sempre lembro do mestre Darcy Ribeiro quando se referia às classes dominantes brasileiras como sendo as mais invejadas do mundo.
Aqui, as oligarquias dirigentes podem, e fazem, absolutamente tudo que lhes der na telha, desde, promover farras particulares com recursos públicos, até alargar tomadas elétricas - passando por kits primeiros socorros, jamais usados, mas sempre vendidos aos montes - e nada, rigorosamente nada, lhes pesa sobre a cabeça.
Nunca foram enforcadas, jamais desceram a lâmina nos seus pescoços ornamentados de joias, em tempo algum enfrentaram um pelotão de fuzilamento.
Pelo contrário, alguns de seus fiéis representantes, vez em quando, são aplaudidos em estádios de futebol - vide Médici, o general-presidente mais sanguinário da ditadura militar.
Está claro que não apoio atrocidades, incluindo o vandalismo infiltrado nos atuais protestos de rua, por quem deseja desviar o foco das manifestações, apenas estranho o grau de condescendência do nosso povo em relação aos seus algozes.
Enfim, parece que os ventos mudam de direção.
O movimento irrompeu num ótimo momento. Os olhos do mundo estão voltados para o país do futebol.
Joseph Blatter e seus vorazes gafanhotos irão perceber que não somos um bando de índios prontos a dançar tão logo eles assoprem seus apitos.
O chopp dos corruptos vai descer aguado.
Os prefeitos recuaram, abaixaram o preço da passagem, mas nesta altura do campeonato, até o Galvão Bueno já descobriu que o buraco é mais embaixo; investimentos na saúde, educação, a luta contra a corrupção e a impunidade, estão embutidos na carteira de reivindicações.
É o despertar de um novo Brasil!
Luiz Castello.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
O Diário do Paraíso.
"JESUS CRISTO RECEBE DONA CANÔ NA SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO".
O Divino Mestre olhou ao redor e percebeu que faltava alguém à mesa de sua santa ceia.
Não titubeou e mandou chamar imediatamente a mãe que reuniu tanta alegria, inspiração e beleza, no talento musical de Maria Bethania e Caetano Veloso.
Grato, dona Canô!
Que maravilha saber que a senhora é a convidada especial na festa do Divino Mestre.
Luiz Castello.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Noel Rosa
Noel atua nesta época, e o encontro do morro com o asfalto se dá no perímetro urbano, e por tabela, na música popular.
Subiu o morro, empurrado pela cidade que inflava. Seu talento o fez porta-voz dessa simbiose. Seguiu sua maravilhosa intuição, sem maiores questionamentos, daí, a presença da moral estreita em algumas de suas criações.
O fruto maduro desta transformação seria colhido na década de 60 - quando ele não se encontrava mais entre nós -, com a criação dos CPCs, onde a estética da classe média e a cultura popular se juntam pela primeira vez, de forma organizada, consciente, ins-pirada.
Surgem o Cinema Novo, o Grupo Opinião, a Bossa-Nova, que resgataria sua obra, e uma safra extraordinária de artistas na seara musical.
Noel viveu outro momento marcante, quando a indústria fonográfica firma-se como principal suporte físico da canção popular. Compõe obras-primas dentro desta nova formatação musical e contribui para sua consolidação, afinal, "tudo aquilo que o malandro pronuncia/ Com voz macia, é brasileiro/ Já passou de português".
Por seu talento excepcional, por essas vivências transformadoras da vida urbana, é que sua obra permanece atual, revisitada constantemente por artistas do quilate de um João Gilberto, e será eterna enquanto durar o que conhecemos como Música Popular Brasileira.
Luiz Castello.
Noel Rosa nasceu no dia 11/12/1910
sábado, 24 de novembro de 2012
A Oração do Músico
Permiti, Senhor, que os sons por nós emitidos sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados, de curar doentes e de animar os deprimidos, e sejam brilhantes como as estrelas e suaves como o veludo.
Permiti, Senhor, que todo ser que ouvir o som dos nossos instrumentos sinta-se bem e pressinta a vossa presença.
Amém!"
O Dia do Músico é comemorado em 22 de Novembro.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Chico Anysio

Chico Anysio - o maior humorista do Brasil, de todos os tempos - gostava e entendia de futebol. Chegou a atuar como comentarista em estações de rádio e tv. Escreveu textos retratando o velho esporte bretão, reinventado pelos brazucas. Selecionei um desses, para homenagear o gênio do humor brasileiro. ( Luiz Castello)
NOMES IMAGINATIVOS
Eu só vejo TV a cabo e além do Universal Channel - meu preferido - e do Warner Channel, minha segunda opção, eu paro nos canais esportivos, ou seja: SporTV e SporTV2, além dos dois canais ESPN. Está nos seus estertores a 39ª edição da Copa São Paulo de futebol para juniors. Jogadores entre 15 e 18 anos, o que os locutores chamam de “o futuro futebol a ser exportado”.
Eram, inicialmente, 88 times divididos em 22 grupos de 4. Os 22 vencedores de cada grupo e os 10 segundos colocados de melhor índice técnico, passaram para as oitavas de final e, desses 32, em encontros “mata-mata”, sobraram 16 – os 16 melhores.
Foi ai que eu comecei a prestar atenção nos jogos e descobri que além de não ver nenhum jogador reluzir a ponto de se admitir sua exportação, há uma falta de imaginação absoluta nos nomes dos meninos. Não há um time que não tenha jogador chamado Thiago, Diego, Diogo ou Bruno. Thiago com H, Tiago simples, Thyago ridículo, Tyaggo absurdo, mas parece ser obrigatório haver um Tiago. Mas, ao mesmo tempo, desapareceram os apelidos, marca antiga do nosso futebol, tempo de Pelé, Escurinho, Bigode, Lelé, Biguá, Fio, Michila, Canhoteiro... Lembrei, então, de um número que apresentei no meu primeiro ou segundo show, onde eu falava dos apelidos brasileiros e da uma famosa linha média do Ferroviário, no Ceará: Redondo, Peru e Cacetão. Esta linha média hoje, deve ser: Tiago Paulista, Diego Carioca e Bruno Gaucho. A antiga era feia, mas muito mais interessante, principalmente quando o comentarista fazia suas observações:
- O Ferroviário está jogando errado, colocando Redondo avançado e recuando Peru. Até as crianças sabem que o lugar de Redondo é atrás; Peru é que é na frente. Redondo tem que abrir para Cacetão penetrar, senão não vai sair um gol.
Redondo, Peru e Cacetão. Simplesmente inesquecível. Hoje, se o juiz expulsar um Thiago qualquer ou qualquer Diego, não acontece nada, mas naquele tempo do Ferroviátio era maravilhoso quando havia uma expulsão. O repórter comunicava ao locutor que transmitia o jogo:
- Alô, Fulano. O juiz acabou de botar o Cacetão pra fora.
Chico Anysio
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O Internauta é um Homem de Bem.
O FBI e seus cowboys, guardiões da democracia no mundo, deveriam aprender a dialogar com os internautas antes de inventar medidas judiciais que transformam cidadãos de bem em criminosos, da noite para o dia.
Aos que pensam que medidas autoritárias na Web garantem o lucro do artista sobre a obra, declaro que tinha por hábito, antes da SOPA azedar, baixar livros eletrônicos e começar a ler para saber "qual é". Caso me agradasse, corria direto à livraria para adquirir a obra impressa.
Perderam um comprador contumaz.
(Luiz Castello)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Um Bairro Sem Telefone
A Oi (TELEMAR), que já foi eficiente em realizar serviços de reparação e conserto, este ano resolveu afiançar o carnaval do desligão.
A história registra que D. Pedro II, amante das ciências, estava presente na exposição de Filadélfia, Estados Unidos, em 1876, no momento em que Alexander Graham Bell demonstrou a sua nova invenção: o telefone.
D. Pedro II foi o primeiro brasileiro a usar um telefone. Na ocasião, ele exclamou embasbacado : - "Esta coisa fala!"
Mais de um século se passou, e certamente, o imperador ficaria admirado ao saber que para centenas de moradores do Cachambi, Maria da Graça, e adjacências, esta coisa não fala.
(Luiz Castello)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Comunicado sobre "O mar de mentiras"
Eu levo fé na humanidade, por mais que forças anti-sociais tentem me sabotar nesse desígnio. Por mim, o caso está encerrado, e a credibilidade das pessoas envolvidas, a saber: Luizão e Fernandão da "Banda Sol e Mar", honradamente recuperada.
Agora, é tocar a bola pra frente. Bom carnaval para todos!
(Luiz Castello)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O mar de mentiras.
No dia 18 de Janeiro, estive na Cidade do Samba fazendo teste para tocar nos coretos da Riotur - os tradicionais bailes populares do carnaval.
A banda que me convidou, não fez o teste, porque Wander do trompete e o cantor (esqueço o nome) não deram as caras, e havia a exigência de no mínimo, nove músicos no palco.
Acontece que, outro cantor, Fernandão, com quem já trabalhei na "Banda Karibe", também levou uma bola nas costas do seu tecladista, e ao saber do que se passara, requisitou-me para fazer o teste com sua Banda "Sol e Mar". Com a promessa de que, caso fossemos classificados, eu faria o carnaval no lugar do furão.
No circuito musical, nada se perde, nada se esconde, tudo se revela. Por vias alternativas, fiquei sabendo que a banda foi classificada e o tecladista furão apresentou uma desculpa esfarrapada e foi aceito de volta.
Fernandão, e Luizão da guitarra - encarregado de me dar noticias - sumiram (com seus celulares que não atendem ligação). Sequer agradeceram-me a colaboração, sem a qual, perderiam os pontos e o carnaval.
É o mundo da música. É o mundo do futebol. É o mundo em que vivemos.
(Luiz Castello)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Doze anos
Doze anos de saudade infinda.
Mais do que um ciclo astrológico, do que as notas da escala musical, a saudade da minha mãe é uma saudade-adolescente. Respira, fala, anda ao meu lado pelas calçadas da vida.
Todo dia a saudade cresce um pouquinho, nas samambaias da varanda, no vira-latinha da hora, na asa branca, no feijão com arroz, no cafezinho, na praça, no quintal, no meu coração.
Está ficando mocinha, a saudade dela. E a música - herança maior que ela me deixou - realiza o milagre de desabrochar a ferida em flor.
(Luiz Castello)
sábado, 24 de dezembro de 2011
O amigo fiel de Jesus Cristo




No dia 24 de dezembro de 2010, um cão sem-teto fez o que a maior parte dos seres humanos deixou de fazer há muito tempo. Foi passar a noite de natal junto do menino Deus.
As fotos foram tiradas no presépio montado na praça central de Criciúma - cidade de Santa Catarina.
Feliz Natal a todos os amigos do Blog.
(Luiz Castello)

domingo, 20 de novembro de 2011
Saudade do Maraca!
Saudade do cimento armado - podem me chamar de bronco, mas, cadeirinhas bem comportadas não combinam com torcida de futebol.
Saudade do biscoito de polvilho "Globo"
Saudade do Mate geladinho servido no copinho de papel
Saudade do Chicabon
Saudade da fogueirinha de papel na arquibancada no fim do jogo.
Saudade do papel picado, da Charanga, do gramado verdinho.
Saudade da marquise charmosa, que em jogos superlotados virava uma segunda arquibancada.
Saudade do momento em que acendiam-se os refletores.
Saudade da bola cor de abóbora, da rampa, da luz no fim do túnel.
Saudade do coro "Olê olá/ o nosso Mengo tá botando pra quebrar", e da versão alternativa "Olá olê/ o nosso Mengo tá botando pra 'fudê' ".
Saudade do grito coletivo de GOOOOOL!
Saudade do Vitório Gutemberg anunciando a escalação nos auto-falantes do estádio. - "A SUDERJ Informa: Clube de Regatas do... Flameeeengo", em meio a um mar de bandeiras agitadas.
Saudade da galera nos minutos finais, vitória garantida, despachando com música, a freguesia, "Ai ai ai ai, tá chegando a hora/ O dia já vem raiando meu bem/ Eu tenho que ir embora", em ritmo de samba.
Saudade que dói, no bordão inesquecível com que Waldir Amaral encerrava suas transmissões, através das ondas hertzianas: "Está deserto e adormecido, o gigante do Maracanã!"
E o amálgama de todas essas saudades, é a saudade que sinto do meu velho e querido pai me acordando nas manhãs de domingo, e cochichando: - "Fala pra sua mãe preparar o almoço cedo, que hoje nós vamos sair". Era a senha que anunciava outra tarde vibrante e colorida, no lugar mais mágico da minha infância.
(Luiz Castello)
sábado, 10 de setembro de 2011
Todo dia, 3 Torres Gêmeas caem no mundo
Nos sertões, nas caatingas, desertos, nas cidades, e nas periferias, 11 mil crianças - dado estatístico da ONU - são sacrificadas diariamente pelo ataque terrorista da fome, que dilacera seus pequeninos corpos por dentro, nas vísceras - minúsculas torres humanas implodidas no silêncio e na solidão. Ninguém chora, nenhuma cabeça coroada da Europa deposita flores, nenhum chefe de Estado ergue monumento In Memoriam.
Poder-se-ia instituir um dia no ano para lembrar o atentado da fome. Uma boa sugestão seria o 12 de outubro "Dia da criança". Alguém irá objetar que esse dia é de alegria, dia de dar presentes aos pequerruchos.
Tudo a ver.
Afinal, existe presente melhor do que dar a uma criança, o direito de viver?
(Luiz Castello)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Independência, com o jeitinho brasileiro.
Outra curiosidade foi o regime republicano esperar mais de 50 anos para ser proclamado.
Viva a Independência!
(Luiz Castello)
domingo, 31 de julho de 2011
A Apoteose do Futebol

O filme roda sem parar na minha tela mental.
As embaixadinhas do Felipe, a traquinagem do R10 colocando a bola por baixo da barreira, o sangue na camisa do J. Cesar, a sonata mozartiana tocada com os pés pelo garoto Neymar, símbolo maior da pedreira que enfrentamos, e mais; os gols impossíveis do Deivid - o que perdeu e o que marcou -, a serenidade adquirida em muitas batalhas na Europa de tantas batalhas, que fez o Gauchinho pegar a bola no fundo das redes após seu primeiro gol, pra iniciar a homérica reação.
Um jogo em que os melhores momentos foram todos. Um DVD completo, sem cortes nem edições.
O esquadrão mais deslumbrante da história rubro-negra começou a se delinear assim; no encontro de talentos experientes como Carpegiani, Raul, com as novas gerações de craques made in Gávea, Zico, Adilio, Tita, Junior, Leandro...
Agora temos a batuta do Ronaldinho, Leo Moura, regendo o concerto para a juventude de Diego Mauricio, Negueba, Luiz Antônio, Muralha, Adryan... (guardadas as devidas proporções, mesmo porque, ninguem tinha noção de até onde Zico e cia chegariam)
Os tempos são outros. Antes, a diáspora dos nossos craques não existia, e este é o principal empecilho que vejo para a formação de um novo esquadrão mítico. Se o universo continuar conspirando a favor, não precisarei ficar desfiando eternamente os louros da minha geração vencedora. Doravante "Cessa tudo quanto a antiga musa canta, quando um poder mais alto se alevanta. ..."
Uma nova saga está começando. "Que seja eterna enquanto dure".
Disse no inicio que ainda não dormi, mas na verdade eu acho é que, ainda não acordei.
SRN!
Texto escrito em 29/07/2011
(Luiz Castello)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Com o dinheiro do povo
Mesmo que a abertura da Copa do Mundo de 2014 não aconteça no estádio do Corinthians, o time paulista já está no lucro. E que lucro! Uma arena novinha em folha, totalmente financiada com dinheiro público, parte emprestada, parte dada. Desde já, é o primeiro dono de um belo legado da Copa.
O Corinthians tinha um terreno em Itaquera - doado pela Prefeitura de São Paulo - e um projeto de estádio, para o qual teria de buscar financiamento privado, como, por exemplo, está fazendo o Palmeiras em seu novo Palestra Itália. Ao se tornar estádio da Copa e, possivelmente, do jogo inaugural, depois de arquitetada a desclassificação do Morumbi, o empreendimento corintiano habilitou-se aos financiamentos e incentivos especiais. Mesmo não sendo a sede da abertura, o dinheiro público será providenciado, pois a nova arena permanecerá como única alternativa de jogos em São Paulo.
Eis como ficou o pacote de R$ 820 milhões para a construção de um estádio de 48 mil lugares, com capacidade para ser ampliado para 68 mil:
o BNDES emprestará R$ 400 milhões - isso, claro, não é dinheiro dado, pois o empréstimo terá de ser pago. Mas os juros são subsidiados e as condições gerais, melhores, por ser obra da Copa;
e a Prefeitura de São Paulo concederá um benefício fiscal de R$ 420 milhões. Isso é praticamente dinheiro dado.
A propósito, cabe aqui uma retificação. Tratamos deste assunto em artigos anteriores, salientando, então, que incentivo fiscal não é doar dinheiro. Como isso ocorreria? O empreendimento será administrado por um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e construído pela Odebrecht. O incentivo tradicional seria cancelar a cobrança dos impostos municipais (IPTU e ISS) sobre as atividades diretas ali, no canteiro de obras. Por exemplo: a subcontratação de pequenas construtoras não pagaria ISS.
Mas será mais do que isso. A Prefeitura emitirá uma espécie de títulos - Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento - e os entregará para o FII responsável pela construção da arena. Esse fundo poderá vender os certificados para empresas que tenham IPTU e ISS a pagar. Assim, contribuintes que pagariam seus impostos em dinheiro para a Prefeitura vão entregar certificados comprados do fundo.
Por que fariam isso? Porque obviamente vão adquirir os certificados com desconto no mercado financeiro. Assim, um certificado com valor de face de R$ 1 milhão pode sair por, digamos, R$ 900 mil. O fundo "corintiano" embolsa os R$ 900 mil, cash, e a outra empresa abate R$ 1 milhão de ISS e IPTU. A Prefeitura recebe os títulos e os cancela. E deixa de receber cash os R$ 420 milhões. Todo o dinheiro fica para o fundo aplicar no estádio. Sem precisar devolver nada.
Isso não cabe na expressão "dinheiro dado"?
Há, ainda, um problema aqui. Construtora e Corinthians dizem que o estádio sairá por R$ 820 milhões, a serem cobertos pelo financiamento do BNDES e pelos certificados da Prefeitura. Mas como estes serão vendidos com desconto, o fundo construtor receberá por eles algo em torno de R$ 375 milhões, supondo um deságio de 10%. Feitas as contas, faltarão uns R$ 45 milhões para os R$ 820 milhões orçados. De onde virá isso?
Além disso, se for confirmada como o palco do jogo de abertura (com a Seleção Brasileira), a arena corintiana vai receber mais investimento público. O governo paulista vai colocar algo entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões para instalar ali os 20 mil lugares provisórios e, assim, chegar aos 68 mil necessários para um "estádio abertura de Copa". Como dizem diretores do Corinthians: o timão precisa de um estádio de 48 mil lugares; se a Prefeitura e o governo estadual querem a abertura, têm de pagar por isso.
O governador Alckmin sustenta que o investimento é para obter a abertura da Copa, evento que considera muito positivo para melhorar a imagem mundial de São Paulo. O prefeito Kassab bate na mesma tecla. Ambos acrescentam que o evento trará muita gente e muitos negócios para a cidade.
Será? Começa que essa conta é sempre muito duvidosa. Além disso, o caixa do governo é um só. O dinheiro que se gasta com Copa é subtraído de outras áreas e objetivos. Assim, cabe a questão: o que traz mais benefícios duradouros para o contribuinte-pagador, o evento Copa ou metrô, corredores de ônibus, escolas, hospitais, etc.?
Isso vale para todos os governos estaduais e prefeituras de cidades-sede. Todos colocam cada vez mais dinheiro na Copa.
Políticos e governantes fazem isso alegremente, tendo a certeza de que o povo quer a Copa e vai curti-la. Mas não pode ser assim, tão ligeiro. O certo seria ter colocado a questão claramente ao contribuinte. Assim: "Querem a Copa? O.k., mas é cara. Vai custar tantos bilhões de reais, a maior parte disso virá do governo, ou seja, do seu bolso. E esse dinheiro poderia ir para hospitais e escolas. Tudo bem?".
Não houve debate. Só se pensou naquilo: ganhar a Copa no Maracanã. E muitos governantes garantiram que não colocariam dinheiro em estádios e obras que não fossem permanentes. Agora, estão invertendo as responsabilidades e os compromissos. E nos dizem: "Não queriam a Copa? Então vamos ter de gastar, e rápido, porque já está atrasado".
Como se não fossem responsáveis por nada disso.
Todos os países gostam de fazer Copas e Olimpíadas. Alguns fizeram bem feito, outros foram muito mal. Estamos indo pelos maus exemplos. Mas quem sabe o debate ajude a salvar a Olimpíada.
E, para piorar tudo, a Seleção não joga bola. Já pensaram, gastar um dinheirão, gastar mal e ainda perder?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Parabéns para a Vida!
Parabéns para a Vida!
Na matemática da vida, o mais e menos operam de acordo com a percepção de cada um. De certo, depois de atingir a "idade do entRa" (40, 50, 60...), a escala passa a ser regressiva. Entretanto, numa visão dilatada da realidade, posso farejar em cada aniversário natalício, mais um passo em direção ao além de mim.
Dos ritmos com os quais a natureza rege nossa existência (nascer, crescer, morrer), o morrer é o menos compreendido, e o mais boicotado. Enganam-se, os que contrapõem - vida x morte. O antípoda da morte é o nascimento. A vida goza de plena soberania, é a hospedeira suprema de todas as páginas do universo.
A natureza cumpre seus ciclos, sem amargura. A manga que amadurece no pé, despenca, e apodrece no capim, representa o fim de uma etapa, para o recomeço de outra, contida na semente. A morte de uma fruta, significa, o nascimento de um pomar. Sem a explosão do ovo, nossos céus não abrigariam o voo brejeiro dos pássaros, a lagarta morre, para as borboletas enfeitarem nossos jardins.
Por que, então, na vez dos seres humanos - síntese aperfeiçoada de todos os processos - seria diferente?
O misterioso enredo da vida-conciência nos reserva um final feliz. Final?
Qual o quê!
A seguir: Cenas dos próximos capítulos...
(Luiz Castello)
sábado, 25 de junho de 2011
Medo de assombração.
Encaminhou-se na pontinha dos pés, rezando pra tudo quanto é santo que conhecia. Quando acendeu a luz da cozinha, o que ele viu...?
Uma baratinha tranquila ciscando por cima de uma folha de papel caida no chão.
Tem mulher que preferiria ver uma assombração, do que dar de cara com uma barata.
(Luiz Castello)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A Deontologia do Palloci
O conceito de DEONTOLOGIA:
Estudo sobre os princípios e fundamentos da moral. Estudo profundo sobre os deveres.
Alberto Dines
Coisa de profissionais: a saída de cena de Antonio Palocci foi planejada e executada com esmero -- tudo sincronizado, timing perfeito, nenhum lapso ou imprevisto.
Primeiro arma-se uma pseudo-satisfação à sociedade através de duas entrevistas “exclusivas”, quase simultâneas, em veículos respeitáveis, na véspera de um fim de semana para abafar eventuais insatisfações. Servirá também para humanizar o acusado e apresentá-lo como figura tranqüila, articulada, transbordante de bom senso e boa-fé. Tarefa cumprida.
Em seguida, na segunda-feira, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, comunica o arquivamento da denúncia de enriquecimento ilicito por não configurar transgressão penal. E, na terça, antes que se arme um tsunami político, num gesto de renúncia e humildade o ministro pede demissão irrevogável.
O lado bom: descobrimos que o país dispõe de um excelente time de gestores de crise. O estrago causado pela denúncia de enriquecimento ilícito do ministro-fiador da política econômica foi cirurgicamente circunscrito. Como não houve crime, não há o que investigar e assim todos viverão felizes para sempre.
O lado lamentável: numa sociedade bacharelesca, cartorial, empenhada primordialmente em disfarçar delitos, treinada há séculos na sublime arte das indulgências e complacências, o Bem e o Mal são definidos tão somente pelo Código Penal. Não há outros parâmetros, regras e convenções para julgar gestos, comportamentos e desempenhos.
A sutil e persistente transformação de pecados capitais em pecadilhos venais joga na lata do lixo valores que a humanidade construiu com grande esforço para diferenciar-se das bestas. Este é o custo Brasil.
O Caso Palocci desvendou uma potência emergente, esperançosa, cheia de si e rigorosamente desamparada no plano moral. Esta terra exuberante está sendo transformada no cemitério da ética, necrópole da decência, sepulcrário do decoro, cova da probidade. Aqui está sendo construído um império do cinismo onde as malfeitorias são tipificadas no plano material, desvinculadas de qualquer aferição espiritual ou até mesmo estética – evaporou-se o conceito de sujeira, deformação ou aberração.
Desta Respública comandada pela voracidade privada e deste Estado de Direito truncado por privilégios escusos estão sendo perigosamente extirpadas noções elementares para a convivência humana como respeitabilidade e honorabilidade. Tornam-se inúteis, descartáveis.
Se Antonio Palocci não errou como ser humano, cidadão ou ministro de Estado errou feio como membro do Conselho Administrativo da Petrobrás onde tinha assento na condição de Chefe da Casa Civil.
Não é legal, não é legítimo, não é conveniente, nem apropriado ou adequado que uma mesma pessoa acumule as funções de consultor de empresas e conselheiro de uma das maiores petroleiras do mundo. Um de seus secretíssimos clientes não poderia ser um concorrente da estatal?
Se o enriquecimento vertiginoso de uma autoridade não gera suspeição e, portanto, não merece ser investigado, se transferência de expertise (segredos) não equivale a tráfico de influência, se trabalhar simultaneamente para dois patrões não produz conflitos de interesses, então que se elimine do dicionário o termo deontologia e locupletem-se todos os mal-intencionados.///quinta-feira, 16 de junho de 2011
Qual é o seu pensamento, e em seu coração, como ele é?
Tirado do livro Common Sense Health and Healing, pelo Dr. Richard Schulze.
Neuropeptídeos
Imagine como o sistema imunológico tem que se defender ante o ataque constante a que se vê acometido.
Se lhe parece que as bactérias assassinas, as enfermidades gerais e as gripes malignas são perniciosas, você se surpreenderá quando souber que as pesquisas médicas e científicas concluíram que o inimigo mais temido pelo organismo
Não são os micróbios… mas os pensamentos e as palavras de cada dia.
Quer mais? há um nutriente de efeitos terapêuticos mais eficaz que as vitaminas, os minerais, as enzimas, os remédios naturais e as ervas medicinais.
O AMOR.
O cérebro trabalha constantemente, todos os dias do ano e a toda hora, não fecha nos feriados nem tira férias.
A princípio, é o computador que dirige o organismo, e regula praticamente cada una das funções do metabolismo e seu equilíbrio químico.
Desde o sistema nervoso até a atividade sexual passando por mil atividades que você não tem nem idéia, o cérebro é quem manda, e está constantemente criando, automatizando, regulando, equilibrando e mantendo todo o organismo a cada momento do dia.
A ciência já descobriu que quando se tem um pensamento o cérebro produz substancias que abrem o que se poderia chamar de janela para a atuação dos sentimentos.
Quando o pensamento é concluído, a janela se fecha. Por exemplo, quando vê a pessoa amada, essa sensação incrível que percorre o corpo não é outra coisa que uma substância química. Quando se excita sexualmente o seu corpo é levado a liberar outra substância química, e quando um alguém tenta lhe assaltar, e vem a vontade de reagir de ter consigo uma arma para desintegrar esse safado, esta ira que sente, esse ácido corrosivo que aparece no sistema circulatório, no estômago, essa sensação, é outra substância enviada pelo cérebro.
Essas substâncias segregadas pelo cérebro se chamam neuropeptídeos.
A biologia levou anos pesquisando este campo e ainda continua.
O que sabemos até agora é que quando se tem um pensamento, o cérebro produz substâncias que afetam a pessoa, e o que ela sente é produzido pela assimilação desses neuropeptídeos.
O que se descobriu foi que na membrana de cada um dos linfócitos que defendem o corpo de bactérias, vírus, fungos, parasitas, câncer e de todas as enfermidades existe um ponto concreto de carga que recebe dos NEUROPEPTÍDEOS.
Já era sabido que as células do sistema imunológico, como todas as demais, tem compartimentos de descarga em sua membrana para assimilar diversas substâncias.
E é aqui a coisa se torna inquietante:
A ciência médica fez uma descoberta transcendental na última década que passou praticamente inadvertido.
O que importa ao sistema imunológico é aquilo que pensamos, por isso a importância dos pensamentos!
O cérebro só cria a doença que conhece e nosso temor em ter uma doença é o precursor da criação dela.
Somos responsáveis pelos nossos sentimentos mais interiores. As palavras nos afetam mais do que armas. Uma ofensa pode nos matar, porque tudo isso deprime nosso sistema imunológico
Isso não é tudo
Já temos visto que o sistema imunológico fica algum tempo escutando nossos monólogos internos, raivas, mágoas, as ofensas que escutamos, o amor que nos negamos, enquanto nenhuma célula ou órgão do organismo monitore e responda com uma ação concreta a estas pragas danosas as quais vão se acumulando no órgão que estiver mais fraco.
O sistema imunológico não só escuta, mas reage de acordo com o pensamento a este diálogo emocional.
As células que defendem nosso organismo tem pontos receptores de neuropeptídeos, as substâncias que produzimos no cérebro com cada pensamento.
E a resposta do nosso organismo aos germes patógenos ou ofensas, varia dependendo de que se fortaleça ou debilite o amor por nos mesmos que dará força a nosso sistema imunológico para nos defender e nos manter saudáveis
A resposta do sistema imunológico está condicionada ao pensamento! Portanto, ame a si mesmo e viva positivamente!
Tudo o que fazemos ou deixamos que nos façam tem consequências físicas.




