sábado, 24 de dezembro de 2011

O amigo fiel de Jesus Cristo





No dia 24 de dezembro de 2010, um cão sem-teto fez o que a maior parte dos seres humanos deixou de fazer há muito tempo. Foi passar a noite de natal junto do menino Deus.

As fotos foram tiradas no presépio montado na praça central de Criciúma - cidade de Santa Catarina.

Feliz Natal a todos os amigos do Blog.

(Luiz Castello)
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domingo, 20 de novembro de 2011

Saudade do Maraca!

Saudade da geral
Saudade do cimento armado - podem me chamar de bronco, mas, cadeirinhas bem comportadas não combinam com torcida de futebol.
Saudade do biscoito de polvilho "Globo"
Saudade do Mate geladinho servido no copinho de papel
Saudade do Chicabon
Saudade da fogueirinha de papel na arquibancada no fim do jogo.
Saudade do papel picado, da Charanga, do gramado verdinho.
Saudade da marquise charmosa, que em jogos superlotados virava uma segunda arquibancada.
Saudade do momento em que acendiam-se os refletores.
Saudade da bola cor de abóbora, da rampa, da luz no fim do túnel.
Saudade do coro "Olê olá/ o nosso Mengo tá botando pra quebrar", e da versão alternativa "Olá olê/ o nosso Mengo tá botando pra 'fudê' ".
Saudade do grito coletivo de GOOOOOL!
Saudade do Vitório Gutemberg anunciando a escalação nos auto-falantes do estádio. - "A SUDERJ Informa: Clube de Regatas do... Flameeeengo", em meio a um mar de bandeiras agitadas.
Saudade da galera nos minutos finais, vitória garantida, despachando com música, a freguesia, "Ai ai ai ai, tá chegando a hora/ O dia já vem raiando meu bem/ Eu tenho que ir embora", em ritmo de samba.
Saudade que dói, no bordão inesquecível com que Waldir Amaral encerrava suas transmissões, através das ondas hertzianas: "Está deserto e adormecido, o gigante do Maracanã!"

E o amálgama de todas essas saudades, é a saudade que sinto do meu velho e querido pai me acordando nas manhãs de domingo, e cochichando: - "Fala pra sua mãe preparar o almoço cedo, que hoje nós vamos sair". Era a senha que anunciava outra tarde vibrante e colorida, no lugar mais mágico da minha infância.


(Luiz Castello)

sábado, 10 de setembro de 2011

Todo dia, 3 Torres Gêmeas caem no mundo

A face cruel desse atentado diário contra a vida, é que todas as vítimas são crianças.

Nos sertões, nas caatingas, desertos, nas cidades, e nas periferias, 11 mil crianças - dado estatístico da ONU - são sacrificadas diariamente pelo ataque terrorista da fome, que dilacera seus pequeninos corpos por dentro, nas vísceras - minúsculas torres humanas implodidas no silêncio e na solidão. Ninguém chora, nenhuma cabeça coroada da Europa deposita flores, nenhum chefe de Estado ergue monumento In Memoriam.

O ataque terrorista de 11 de setembro provoca o repúdio, a indignação, pelas causas divulgadas (não há nada que justifique), e pelas medidas oportunistas, adotadas como resposta.
Os familiares das 3 mil pessoas mortas, merecem nossa corrente de solidariedade, mas os 11 mil anjinhos de asas partidas - muitos, antes de completar 5 anos - que tombam todos os dias, também deveriam ser lembrados, principalmente pelos governos que não cumprem o que está escrito nas suas Constituições. Sabe-se que existem alimentos suficientes para saciar a fome da humanidade, falta é vontade política para repartir o pão irmãmente.

Onze mil crianças, pretas, brancas, amarelas, mestiças, de todos os credos políticos, religiosos. Um infanticídio sócio-econômico, promovido pela má distribuição de renda e de alimento entre a população mundial.

Poder-se-ia instituir um dia no ano para lembrar o atentado da fome. Uma boa sugestão seria o 12 de outubro "Dia da criança". Alguém irá objetar que esse dia é de alegria, dia de dar presentes aos pequerruchos. 
Tudo a ver.

Afinal, existe presente melhor do que dar a uma criança, o direito de viver?

(Luiz Castello)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência, com o jeitinho brasileiro.

O Brasil pagou à coroa lusitana uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas em troca do reconhecimento da nossa independência, numa batalha diplomática que se estendeu por 3 anos após o emblemático Grito do Ipiranga. A Inglaterra emprestou o dinheiro, que nem saiu de lá, porque Portugal devia à coroa britânica. 
Outra curiosidade foi o regime republicano esperar mais de 50 anos para ser proclamado.
 
Assim foi nossa independência. No plano politico continuamos com a monarquia e na economia demos inicio à dívida externa que perdura até nossos dias.
 

Viva a Independência!

(Luiz Castello)

domingo, 31 de julho de 2011

A Apoteose do Futebol


Eu ainda não dormi, desde quando acabou o jogo.

O filme roda sem parar na minha tela mental
.
As embaixadinhas do Felipe, a traquinagem do R10 colocando a bola por baixo da barreira, o sangue na camisa do J. Cesar, a sonata mozartiana tocada com os pés pelo garoto Neymar, símbolo maior da pedreira que enfrentamos, e mais; os gols impossíveis do Deivid - o que perdeu e o que marcou -, a serenidade adquirida em muitas batalhas na Europa de tantas batalhas, que fez o Gauchinho pegar a bola no fundo das redes após seu primeiro gol, pra iniciar a homérica reação.
Um jogo em que os melhores momentos foram todos. Um DVD completo, sem cortes nem edições.

O esquadrão mais deslumbrante da história rubro-negra começou a se delinear assim; no encontro de talentos experientes como Carpegiani, Raul, com as novas gerações de craques made in Gávea, Zico, Adilio, Tita, Junior, Leandro...
Agora temos a batuta do Ronaldinho, Leo Moura, regendo o concerto para a juventude de Diego Mauricio, Negueba, Luiz Antônio, Muralha, Adryan... (guardadas as devidas proporções, mesmo porque, ninguem tinha noção de até onde Zico e cia chegariam)

Os tempos são outros. Antes, a diáspora dos nossos craques não existia, e este é o principal empecilho que vejo para a formação de um novo esquadrão mítico. Se o universo continuar conspirando a favor, não precisarei ficar desfiando eternamente os louros da minha geração vencedora. Doravante "Cessa tudo quanto a antiga musa canta, quando um poder mais alto se alevanta. ..."
Uma nova saga está começando. "Que seja eterna enquanto dure".

Disse no inicio que ainda não dormi, mas na verdade eu acho é que, ainda não acordei.
SRN!

Texto escrito em 29/07/2011
(Luiz Castello)