quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Milagre dos Trópicos


MAMÃO - “ UM TESOURO AO SEU ALCANCE”

( LUCIA HELENA dos SANTOS )

O mamão (Carica papaya), originário da América Tropical, é uma das melhores frutas do mundo, tanto pelo seu valor nutritivo, como pelo poder medicinal. Cada parte desta planta é preciosa, a começar pelo tronco!
De sua parte interna, retira-se uma polpa, que depois de ralada e seca , assemelha-se ao côco ralado. É rica em propriedades nutritivas e aproveitada em alguns lugares no preparo de deliciosas rapaduras. O cozimento das raízes dá um tônico para os nervos que é também remédio para as hemorragias renais.
As folhas do mamoeiro, após secas à sombra, têm aplicação no preparo de agradável chá digestivo que pode ser dado livremente às crianças, pois não contém cafeína.
O suco leitoso extraído das folhas é o vermífugo mais enérgico que se conhece. Usa-se diluído em água.

Ainda é digestivo e cura feridas. Em diversos lugares, a medicina popular o utiliza para tratar eczemas, verrugas e úlceras.
Os índios preparam a carne envolvendo-a com folhas de mamoeiro por algumas horas antes de levá-la ao fogo. Este processo amacia a carne. Com as flores do mamoeiro macho prepara-se um maravilhoso xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite, gripe e indisposições gástricas causadas por resfriados. Coloca-se um punhado de flores, com um pouco de mel em vasilha resistente ao calor, mas que não seja de alumínio. Acrescenta-se um copo de água fervendo, tapando-se bem. Depois de esfriar, toma-se às colheradas, de hora em hora.

Com o fruto verde faz-se um doce maravilhoso! Pode-se também prepará-lo ensopado ou ao molho branco. É uma iguaria!


O mamão maduro:

        • é altamente digestivo;
        • tem mais vitamina C que a laranja e o limão;
        • contribui para o equilíbrio ácido-alcalino do organismo;
        • é diurético, emoliente, laxante e refrescante;
        • cura prisão de ventre crônica;
        • comido em jejum, pela manhã, faz bem ao estômago;
        • é eficaz contra a diabete, asma e icterícia;
        • bom depurativo do sangue ;
        • não pode faltar na alimentação da criança, pois favorece o seu crescimento.


Depois de comer-se o mamão, esfrega-se a parte interna da casca sobre a pele para tirar manchas, suavizar a cútis áspera e eliminar rugas.

Mastigar de 10 a 15 sementes frescas elimina vermes intestinais, regenera o fígado e limpa o estômago. Comidas em quantidade, são eficazes contra câncer e tuberculose.

Faltava dizer que qualquer uso que se faça de qualquer parte desta planta, traz consigo uma ação vermífuga poderosa, o que bastaria para destacar sua importância.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O mar está em chamas!


Essas explosões em plataformas de petróleo, como a que ocorreu recentemente no Golfo do México, tornaram realidade algo nunca dantes imaginado. Impossível, improvável: O oceano pegar fogo.

A mancha de óleo queimando, espalhada nas águas, passa esse visual apocalíptico do oceano em chamas.

Bem, nem tudo está perdido; se tem óleo e fogo no mar, a boa é que os peixes serão apanhados fritinhos.

Bom apetite.

(Luiz Castello)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tiririca, analfabeto?


Tiririca não seria o primeiro analfabeto a ocupar uma cadeira na câmara federal. O legendário cacique xavante Mário Juruna – aquele que andava com um gravador debaixo do braço, registrando as promessas dos políticos, pra depois cobrar – conseguiu essa proeza, ao eleger-se deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro, em 1982.

O jornalista e escritor baiano, Sebastião Nery, no seu livro autobiográfico “A Nuvem – 50 anos de história do Brasil”, revela:

“Ele morava no 1º andar, com doze filhos, eu no 5º, na quadra 202 Norte, dos deputados, em Brasília. Quase toda manhã, sempre entre as nove e as dez, ele chegava com um punhado de jornais, tocava a campainha, todo solene, não cumprimentava ninguém, apenas perguntava:

-- Nerú tá?

Ia direto para o escritório, jogava os jornais na mesa, trancava a porta:

-- Nerú, lê jornal pra Juruna. Jornal fala de Juruna?

Eu já tinha lido alguns, olhava rápido os outros, lia, marcava o nome dele em lápis vermelho, ele rasgava o pedaço, dobrava, punha no bolso e saía.
Este é um segredo que lhe jurei guardar enquanto ele vivesse. Cumpri.

Um índio genial

Na Câmara, Juruna entregava os recortes à sua assessoria, como se fosse ele que tivesse lido, dizia o discurso que ia fazer, como queria fazer, escreviam o discurso para ele, liam, reliam, ele ia para a tribuna e enganava 500 políticos que se consideravam muito mais sábios e espertos do que ele.

Como se estivesse lendo, Juruna ia falando e pondo as folhas ao lado, uma a uma. Não lia nenhuma. Mais ia falando mais ou menos o que estava em cada uma. É só conferir nas notas taquigráficas da Câmara. O que ele falava era mais ou menos o que estava escrito, mas não era o que estava escrito, porque Juruna não sabia ler, só escrevia o nome. Era um genial analfabeto.

Um dia, em Roma, muito tempo depois, à beira de um Brunello di Montalcino, contei essa história a Ulysses Guimarães. Ele ficou besta:
- Que índio filho da puta. Me enganou quatro anos.”

O índio deu uma tanga arriada nos letrados do Congresso Nacional, hahaha!

(Luiz Castello)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Meus amigos do pleito.

A maior alegria trazida pelas eleições, é o encontro sazonal dos meus amigos, velhos de guerra. A democracia é deveras uma festa, um pagode no “Ferro de Engomar”, boteco localizado na esquina da rua onde votamos, e depois nos reunimos pra cantar, tocar e recontar velhas histórias.

Pituca, Moleque Vadinho, Bezerra, Miriam, Jaqueline, João banana, Brechó, Jaca do pandeiro, Bethinha...

Amigos de infância, gandaia, colégio. Irmãozinhos queridos que o sopro da vida espalhou em várias direções, e o dever cívico traz de volta, à cada pleito.

(Luiz Castello)

sábado, 2 de outubro de 2010

Nada de novo no front eleitoral


Nada de novo foi proposto no front das eleições. E nem precisava; os brasileiros sabem muito bem o que devem fazer pra mudar, e o que não devem, pra deixar como está. Optarão, em sua maioria, pela mesmice. Quando o último indicador confirmar na urna eletrônica a vitória de Dilma Roussef, a primeira presidente mulher da história do país dará início à corrida do ouro, dos cargos, pastas, cadeiras, num pega-pra-capá entre coligados, digna de uma guerra entre famílias na velha Chicago do Al Capone.

Dilma será a primeira mulher a administrar os interesses da plutocracia que há 500 anos inseriu as Américas no mercado mundial como simples objeto de consumo. A América latina é uma mulher-objeto.

Serra faria diferente? E Marina? Quando inquiridos nos debates, deram sinais de que, para custear seus programas de governo (não mostraram, mas presumo que tenham), vão continuar recolhendo a bagaça cuspida no prato, pelo grande capital.

Plinio Sampaio foi o único a mexer na casa de marimbondo, e viu seu discurso ficar rotulado como o samba de uma nota só. Um eleitorado que sequer reflete sobre a dívida que ele não fez, não sabe quem fez, porque fez, mas que ele paga em juros flutuantes, ilegais diante das leis internacionais, quer ouvir outras notas, pra que?

O glossário neo-liberal ensina que sem a grana das potencias hegemônicas, os subdesenvolvidos ficam estagnados. Tal aforismo, canhestro diante da situação atual de algumas dessas impotências, consegue arregimentar prosélitos, que não sabem explicar porque as matrizes que lhes ditam tais verdades, não encontram um lugarzinho na história, para incluir amplos setores de sua própria classe trabalhadora. São 12 países na Europa sacudidos por protestos, greves, e demais manifestações contrárias à política de arrocho salarial, desemprego, e aumento na idade mínima obrigatória para aposentadoria – esta, defendida pelo candidato Serra, afinal, o que é bom para primeiro mundo, é bom para o Brasil, né?

A colonização do pensamento, é a pior forma de escravidão que existe. Ela faz um povo perder a guerra, convencido da inutilidade de lutar ( ensina Sun Tzu, na "Arte da Guerra", com outras palavras)

Na metáfora do futebol, eu comparo os presidenciáveis à seleção do Dunga.

Dilma, Serra e Marina, são os 3 cabeças de área, com seus toques de bola, previsíveis. A Marina com um pouquinho mais de técnica, ensaia umas jogadas de efeito, chaleiras recicláveis, educação no drible da vaca, passes sustentáveis de calcanhar, mas instruída pelos técnicos do FMI, recua junto com os outros dois cabeças de bagre, pra jogar na defesa, dos interesses do grande capital.

O craque Plinio Sampaio Ganso, está na lista de espera. Ele é muito novinho, não tem idade, ainda, pra vestir a camisa dez, de presidente do Brasil.

Luiz Castello.