domingo, 4 de outubro de 2009

Rio da Olimpíada



Se os rios seguirem seu curso natural, participarei de uma geração de brasileiros agraciada com a realização de dois eventos, imbatíveis na sua capacidade de reunir humanidades, e que dificilmente irão repetir-se num mesmo século, na minha cidade natal ; Copa do Mundo e Olimpíada.

Meu velho e querido pai – Deus há de querer – bisará a Copa no Brasil, e dessa vez com final feliz, pô !

É um sentimento estranho, uma alegria besta da borra, mas que eu gosto de curtir, numa boa.


Na Pista.

I.

A senadora Marina Silva, quer a criação de um órgão que fiscalize a aplicação de dinheiro público investido nas obras para a Olimpíada de 2016, na cidade do Rio de Janeiro.

A pré-candidata do PV à Presidência da República em 2010, espera com isso, evitar que “ competidores” municipais, estaduais e federais, conquistem medalhas na modalidade, assalto triplo.

II.

Lula da Silva, Cabralzinho, Paes, Nuzman, e todos que participaram da campanha Rio 2016, deram show de competência.

Mas, sem os 138 milhões de reais vazados dos cofres públicos para bancar as apresentações, de nada valeria tanta, comprovada competência.

Em Copenhagen, eles foram condecorados com a medalha de ouro, mas o levantamento de pe$o quem fez fomos nós.


Luiz Castello.

sábado, 26 de setembro de 2009

O deus-mercado.



“Como você respeita deuses injustos ?”

( Xenófanes – filósofo grego do século V , A.C. )


O sumo sacerdote da doutrina capitalista, Milton Friedman, em suas encíclicas sentencia que fora das leis do mercado não existe salvação para a humanidade.

Tudo está em permanente evolução, e o mercado, que participa desse movimento contínuo, perdeu sua função original de local onde se realizava o escambo entre produtores de bens e mercadorias, e ganhou novos contornos.
Evoluiu tanto que adquiriu um significado e poder acima da humana compreensão - com a honrosa exceção de sua eminência Friedman.

Diáriamente ouvimos dizer que o mercado está assim, acordou assado, é preciso estabilizar o mercado, acalmar o mercado, incrementar o mercado.
Essa entidade sem rosto, sem residencia fixa, CPF, passaporte, tem mais vida e concretude que qualquer um de nós.

No passado, os amonitas ( etnia que habitava Canaã ), sacrificavam seus recém-nascidos jogando-os em fogueiras para aplacar a ira do deus Moloch.

Moloch mudou de nome, abandonou as cavernas para ocupar os modernos prédios das bolsas de valores, e conquistou adeptos entre economistas e investidores, com suas tábuas da lei – do mercado - que sacrificam milhares de seres humanos quando esses não se encaixam nos estreitos limites dos seus dogmas.

Nos tempos atuais, dependendo do tipo de aporrinhação que comece a encolerizar o deus-mercado, as medidas adotadas para acalmá-lo podem colocar no olho da rua milhares de trabalhadores, da noite pro dia.
E 40 mil crianças são imoladas, à cada volta que o planeta Terra dá sôbre si mesmo, em consequencia das contradições e chiliques do todo poderoso deus-mercado.

Que bonito é, superar fases primitivas da evolução. É ótimo, atualizar nossos deuses.

Alguem sabe informar se o dólar abriu em alta no mercado de divisas ?


(Luiz Castello)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Sorriso de Deus



As fotografias guardam seus mistérios.
Deus sabe disso, e aproveita pra mostrar sua face, quando Lhe apraz.

Luiz Castello.

domingo, 13 de setembro de 2009

O Domingo Nasceu Azul.


No estudo da cromoterapia – a cura através das cores – o azul vibra numa faixa de freqüência que tranqüiliza nossas emoções e acalma nossas agitações mentais.

Outro dia, minha vizinha reclamava ter gasto mais de 200 reais com remédios, alguns deles destinados a atuar na mesma faixa de freqüência da cor azul. Quer dizer ;

Ela gastou uma grana para obter resultados que uma prazeirosa e gratuita contemplação do céu azul lhe traria.

Puxa, que incrível poder é esse que as corporações farmacológicas adquiriram sobre as nossas vidas ?

Quando vislumbro a agenda livre, leve e solta, que a divisão internacional do trabalho reservou aos nossos domingos, percebo que outros matizes ganham relevo.

O futebol, o passeio de mãos dadas, a corrida de automóveis, o Jardim Zoológico, a praia, acrescentam novas cores ao dia do sol – Sunday em inglês.

Na asa delta da imaginação, eu voo livre por sôbre a estrada azul daquele que outrora foi o primeiro dia da semana, e por razões pragmáticas, comerciais, foi passado para o final da fila.

Como um descompromissado Icaro dos tempos modernos, eu vejo meu amigo Wanderley à me contar que, o Brasil será o centro de irradiação da cultura espiritual do terceiro milênio, e me pergunto – Como é possível, com esse congresso, com essas oligarquias entreguistas que há séculos tomaram de assalto a vida politica nacional ?

Meu amigo reconhece que serão necessários alguns aperfeiçoamentos, por conta das idiossincrasias kármicas inerentes à formação histórica do pais. E bota aperfeiçoamentos nisso...

O macarrão com galinha, o jogo de sueca, o almoço na casa de quem ainda tem sogra, a feira livre na minha suburbana rua, o pastel com caldo de cana, a paquerada discreta na vendedora bonitinha, me enchem de alegria, e de uma certa angústia.

O manto azul celeste afaga com suaves vibrações, todas as cabeças viventes do planeta.

Uma nuvem cigana passa lentamente por mim, vinda lá... daquele morro velho, fantasiado de mata atlantica.

Bom domingo pra todos.

(Luiz Castello)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sublime Realidade.


Eu percebi num lampejo, quando contemplava da minha janela a serra de Jacarepaguá nessa manhã azul, uma verdade tão simples, quanto difícil de ser vivenciada pela nossa sociedade hipócrita e patológica.

O sexo como fonte de prazer e felicidade, é o maior presente da Natureza, da Divindade, do Supremo Arquiteto, sei lá...

Alguém que nos quer muito bem, nos condicionou a participar do milagre da criação , através de um ato invencível em sua beleza prazenteira.

O contraponto doentio, de capaduras, e cânones de teor moralista agonizante, interessam, e muito, à quem deseja manter a humanidade no cabresto, pois sabem muito bem, que o nosso contato com essa energia sublime, nos torna livres e felizes. E pessoas livres e felizes, são as mais perigosas para o degenerado sistema político e econômico – este sim, é o devasso - que se alimenta do desequilíbrio emocional da humanidade.

Venho de uma geração reprimida, escatológica - sexualmente falando - porem há décadas tenho visto essa carcaça podre ruir.
Equivocadamente encarceramos na palavra sexo, essa energia maior da obra do criador.

A cópula é a tensão que tem na explosão do orgasmo, o momento de arremessar as fagulhas imantadas de bem-aventuranças, que deveriam impregnar todos os atos da nossa vida.

Mistérios da vida !
Como nos relacionar com a fonte original das sublimes realidades ?...


Luiz Castello.