sábado, 8 de agosto de 2009

Exaltação ao Dia 8 de Agosto !


Dedico esse post aos Dwija Bandhus, duas vezes nascidos.

Que a Luz se Faça,

E a Verdade nos Liberte !




Que vídeo legal !

Essa técnica de meditação é maravilhosa. Pode ser praticada por qualquer pessoa, independente de filosofia, política ou credo religioso. Seus resultados na vida prática são imediatos.

Eu recomendo.


"O preço da liberdade é a eterna vigilância".

( autor desconhecido )

"Vigiai e Orai, para não cairdes em tentação".

( Jesus - Mateus, 26,41 )

“Vigiai, para não cairdes prisioneiro, na roda desgovernada dos pensamentos”

( comentário de Luiz Castello ).


Abençoado Dia 8 de Agosto de 1983 !


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O que Prometeu Versaria, no dia em que Caetano Aniversaria ?


Poesia, coragem, experimentalismo, xamêgo, intuição, inspiração, vestem com elegante acabamento a refinada personalidade Caetanica, porém, a palavra que vibra mais forte na minha mente, quando Caetano Veloso entra em cena, é Inteligencia.

O Mano é a mais completa tradução de que existe vida inteligente na Terra Brasilis.

Pros meninos da era digital, que gozam da liberdade de poder vasculhar tudo que a democracia virtual tem para oferecer em matéria de pesquisa, fica difícil entender a juventude dos anos 60-70.

A junta de governo que tomou conta do país, tinha como principal objetivo, imbecilizar toda uma brilhante geração de brasileiros, que pela primeira vez na história, se organizava de fato, para inventar um Brasil brasileiro, pelos brasileiros, para os brasileiros.

As oligarquias entreguistas de sempre, mancomunadas com o grande capital transnacional apátrida, viam nessa explosão de brasilidade uma ameaça fatal que desarticularia nas bases, o seu secular poder de pilhagem que vê o nosso amado país como uma simples sociedade anônima, um free market, Brasil Companhia Limitada.

Para essa raça de víboras, o cerceamento das liberdades individuais e coletivas, era fundamental no desmonte do projeto ‘Brasil para os brasileiros”.

O AI 5 foi o tiro de misericórdia. Daí pra frente ninguém mais segurou o Bra$il dos vendilhões da pátria.

No currículo escolar, a lavagem cerebral começava com uma infâmia aos nossos neurônios chamada “OSPB”.

Os livros que queríamos ler, as músicas que embalavam nossos sonhos verde-amarelos , foi tudo pro saco dos censores. Era proibido não proibir.

Com nossos lideres autênticos, exilados, os CPCs e demais formas de organização popular, destruídas, o que restava naquela altura do campeonato, que pudesse manter acesa a chama da nossa sanidade mental ?

Nunca é demais ressaltar, e o faço por reconhecer nela, a principal via de entretenimento popular – sem ressentimentos, na boa – o papel da TV Globo como divulgadora-mor desse modelo alienante – quem consultar a grade da emissora na época, confirmará essa realidade - embora alguns artistas, entre eles – Vianinha, Paulo Pontes, Dias Gomes – encontrassem e ocupassem brechas dentro da engrenagem avassaladora.

Sim, eles, os artistas.O que seria do mundo envolto em trevas, se não existissem os artistas !!!

Tinha Chico, Gil ( meu monstro sagrado ), Plinio Marcos, Callado, Vandré, mas sobretudo havia Caetano Veloso.

Meu baião de dois, minha identificação maior, meu poeta de voz macia e palavras precisas e coloridas, nas canções, nos artigos enviados ao Pasquim, nos esparsos programas de tv ,eu mastigava seus textos com volúpia leonina, decorava-os, depois os repetia nas rodinhas clandestinas de bate papo com meus amigos banidos dentro do seu próprio país.

Manter-se alegre e consciente foi o mais consistente ato de resistencia à ditadura.

Caetano é encarnação do Prometeu mitológico em terras do recôncavo baiano. Onde ele estiver, as forças luminosas estarão vibrando permanentemente.

Quem teria carisma e humildade suficiente para aglutinar no formato blog – ele não para de reciclar-se – tantas pessoas cultas, sensíveis e claro, inteligentes, como ocorreu recentemente com a criação do Obra em Progresso ?

Cada vez que Caetano Veloso aniversaría, eu me sinto presenteado.

Valeu, Mano !!!

Meu beijo fraterno, no fundo do seu coração.

Luiz Castello.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A Volta ao Mundo Interior.


Uma velha lenda hindu relata que houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto da sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino; resolveu escondê-lo num lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. Mas o grande problema era encontrar um esconderijo.

Brahma convocou então um conselho dos deuses menores para resolver o problema.

- Enterremos a divindade do homem na terra, foi a primeira idéia dos deuses.

- Não, isto não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la, respondeu Brahma.Os deuses retrucaram:

- Então, joguemos a divindade no fundo dos oceanos.Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria.Então, os deuses menores concluíram:

- Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar, lugar que o homem não possa alcançar um dia.Daí Brahma se pronunciou:

- Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la na maior profundeza dele mesmo, pois é o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.

Desde esse tempo, conclui a lenda, o homem fez a volta ao mundo, explorou, escalou, mergulhou e cavou em busca de algo que se encontra nele mesmo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Uma Nova Miragem no Espelho.

Meu querido irmãozinho Alexandre, presenteou-me na semana do meu aniversário, com esse vídeo fantástico de uma das canções do CD "Aos Peregrinos do Ocidente".


sábado, 25 de julho de 2009

No Olho da Rua


No começo dos anos 80, peguei meu acordeon e fui pras ruas do Rio tocar. Saía sozinho, colocava um chapéu de abas caidas, estendia um plástico no chão, com um embornal aberto para as moedinhas, e espalhava livros de filosofia védica.Não vendia os livros, era divulgação, alguns caras enturmavam e ficavam lendo enquanto eu lascava o fole.Nada era premeditado nem seguia uma orientação ideológica definida.Acho que acontece com a maioria dos músicos ; um dia enjoam do esquemão da naite, piram, e vão para as ruas.

A escolha do instrumento, foi casual e prática. Não dava pra sair com um piano debaixo do braço, e violão tem o som fraco, precisa de amplificador.

Nunca fui perseguido ou expulso de nenhum lugar. Certa vez, montei minha “tenda” na estação dos bondes de Santa Tereza, e fui alertado que o dono do bar implicava com quem tentasse parar por ali. O sujeito, que falava portunhol e aparentava meia idade, veio se aproximando devagarinho, sentou perto de mim, e perguntou se eu queria tocar dentro do bar dele no final de semana, logo eu que tava fugindo do esquemão...

Minha aparência de retirante, que ta indo à luta, devia impressionar.

Alguns motoristas quando me viam no ponto, deixavam eu entrar pela porta da frente sem pagar. Músicos de rua, pelo menos dessa época, eram queridos e respeitados pelos passantes.

Meu itinerário era improvisado, e o roteiro musical, idem. Eu me divertia vendo a cara de espanto da galera, quando ouvia, além do Gonzagão, Beatles, MPB, e um “Bolero” estilizado para “xote de Ravel”, que o cabra tinha a irresponsável coragem de mandar.

Cheguei a ser filmado, e nalguma parte do globo, a asa branca deve estar batendo asas do Intermezzo vermelhinho.

Minha maior emoção foi na Praça Saens Pena. Uma senhora de cabelos grisalhos e um impressionante ar de dignidade, ficou me olhando, olhando, e aí perguntou se eu sabia tocar “Saudades de Ouro Preto”.

No final da execução, ela chorava de maneira discreta, fiquei sem saber o que fazer, minha timidez não gosta de chamar muito a atenção. Ela agradeceu, afagou minha cabeça, e foi embora. Não faço a menor idéia de qual fio foi puxado daquele carretel de linhas sensíveis.

Ainda vejo aquela cabecinha grisalha, descendo as escadas rolantes do metrô , até desaparecer no subsolo, como se fôsse o fole do acordeon quando fecha, ao encerrar candidamente uma canção.

Luiz Castello.